07/11/09

Anticoncepcionais orais: Tire suas dúvidas

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Este é, atualmente, o método mais popular de controle de natalidade e um dos mais seguros (com 99,8% de eficácia).
Os contraceptivos orais nada mais são do que uma combinação de hormônios sintéticos similares aos produzidos pela mulher: estrogênio e progesterona.

“A pílula anticoncepcional tenta confundir o ovário simulando os hormônios que ele próprio produz, deixando- o inativo.
Como a fabricação de hormônios diminui, o órgão não ovula. Assim, a mulher não engravida”, explica Roney Cesar Signorini Filho, ginecologista do Hospital Pérola Byington.

Mas não é apenas para esse fim que o medicamento é prescrito.
Inibir os sintomas do transtorno disfórico prémenstrual (TDPM), reduzir o fluxo e regularizar o ciclo são outros (bons) motivos para o uso da pílula.

Efeitos colaterais
As pílulas comercializadas hoje são de baixa dosagem hormonal.

A eficácia é a mesma das fabricadas antigamente (com altas doses de hormônio), com a vantagem de proporcionarem menos efeitos adversos.
Apesar de reduzidos, alguns sintomas incômodos não deixam de dar as caras, como dores de estômago em geral (nesses casos é aconselhável a substituição do método oral por injetáveis ou adesivos), dores de cabeça e nas mamas.

Principais vantagens
O medicamento não é somente um meio eficaz para prevenir a gravidez, ele também proporciona outros benefícios à mulher.
“A pílula, hoje, tem múltiplas funções. Melhora problemas de pele, como a acne facial, de cabelos e alivia os sintomas da TDPM”, lista Mário Antônio Martinez Filho, chefe de Ginecologia e Obstetrícia no Hospital São Luiz, em São Paulo.

Balança equilibrada
Ao contrário da popular crendice, o remédio, por si só, não causa ganho de peso.
O que acontece é que ele pode provocar retenção de líquidos nos primeiros meses de uso, dando a falsa impressão de quilinhos a mais.
“Apesar de não fazer a mulher engordar, a pílula, de fato, aumenta o apetite da paciente. É imprescindível controlar a alimentação durante seu uso, para não fazer o ponteiro da balança subir”, sugere Signorini Filho.

Fertilidade garantida
Outra especulação muito difundida é de que o uso prolongado deixaria a mulher infértil.
“Nenhuma pílula causa infertilidade.
Mas antigamente as pílulas continham grandes doses de hormônio e, ao interromper o tratamento, a mulher demorava a ovular novamente”, esclarece Martinez Filho.
Hoje, com a redução da taxa hormonal nos comprimidos, já é possível engravidar um mês após a descontinuidade do uso.

Não é para todas
Existem casos em que não se deve utilizar esse método anticoncepcional.
Anna Maria Bertini, professora associada livre-docente de Obstetrícia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, cita as mulheres acima dos 40 anos como impróprias ao uso. “Nessa idade o risco de trombose é maior”, justifica.
Então, pílula pode causar trombose?
Assim como qualquer outro medicamento que libere hormônios na corrente sanguínea, eles podem originar uma trombose venosa profunda (TVP), nome dado à formação de coágulos sanguíneos.
Mesmo pacientes mais jovens que sejam predispostas à doença devem evitá-la, assim como as que já tiveram problemas vasculares (varizes acentuadas, por exemplo), problemas de má circulação, risco de infarto e derrame e as que já sofreram ou tenham histórico familiar de câncer.

Mamas um pouco a salvo...
A não ser que a paciente tenha parentes de primeiro grau (mãe e irmãs) que apresentaram câncer de mama antes da menopausa, a ingestão da pílula está liberada — e não causaria problemas futuros.
“Alguns tumores dependem do estímulo hormonal. Então, se a mulher faz uso de pílula, teoricamente tem risco maior de desenvolver esse tipo de câncer. Mas, se ela não apresenta nenhuma alteração mamária signifi- cativa e não há risco hereditário, o uso é permitido”, salienta Signorini Filho.

...e ovários totalmente
Por outro lado, a pílula ajuda na prevenção do câncer de ovário, pois o órgão não trabalha durante o uso da medicação.
“Um dos riscos para esse tipo de tumor é a chamada teoria da ‘ovulação incessante’, que diz que a cada mês ocorre um trauma nas células ovarianas seguido de cicatrização do ponto rompido. Esse processo aumentaria a probabilidade do aparecimento de tumores malignos, evidenciado, muitas vezes, por uma dor embaixo do ventre, no meio do ciclo menstrual”, detalha Signorini Filho.

Longe do fumo
Cigarro e anticoncepcionais definitivamente não combinam.
Segundo os especialistas, fumo e hormônios favorecem o surgimento de trombose.
Especialmente pacientes fumantes, acima de 40 anos, devem evitar a pílula.
Jovens obesas ou com histórico familiar da doença também correm riscos.

Fonte: Revista Viva Saúde

05/11/09

Novo arsenal contra o câncer

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Veja o que há de mais novo na pesquisa científica sobre o câncer.

1 - PREVENÇÃO É POSSÍVEL
Sim, é possível adotar medidas preventivas contra o câncer.
O consumo de tabaco, por exemplo, eleva de forma significativa o risco para se contrair diferentes tipos de tumores.
A má alimentação está associada a aproximadamente 20% da incidência nos países emergentes.
A obesidade é fator de risco para o câncer de mama, do endométrio, do rim e da vesícula biliar.
Infecções virais e bacterianas são a causa de 26% de todos os cânceres que surgem nesses países.

Portanto, hábitos saudáveis, como abolir o cigarro e reduzir o consumo de álcool, acredite, dão resultado.
Uma dieta rica em frutas, legumes, verduras, grãos integrais, óleos vegetais e peixes fortalece o sistema imunológico e colabora para a produção de células saudáveis.
Atividades físicas aeróbicas - como nadar, caminhar e andar de bicicleta por, no mínimo, 30 minutos, 2 a 3 vezes por semana - e rotina de check-up anual são medidas aprovadas e indicadas pelos médicos para afastar o risco da doença.

Os especialistas apontam ainda que políticas públicas são grandes aliadas no combate a esse mal.
Na década de 1980, a Austrália instituiu um programa nacional contra câncer de pele que orientava a população sobre os malefícios dos raios ultravioleta (UV).
Atualmente, a iniciativa é reconhecida como a mais abrangente, bem fundamentada e duradoura entre todas as campanhas de prevenção contra os tumores cutâneos.
"O governo precisa se envolver nas campanhas preventivas porque o custo do tratamento é muito alto para o sistema público de saúde", defende Max Mano.

2 - ESPERANÇA DAS VACINAS

O vírus papiloma humano, mais conhecido pela sigla HPV, é o grande vilão nos casos de câncer de colo de útero.
Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que, em 2006, foram registrados mais de 19 mil casos de tumores do colo do útero e cerca de 10 mil mortes em todo o Brasil.
"Já existe produção de vacina contra esse vírus, o que concorre diretamente para a diminuição do número de casos", esclarece o oncologista do ICESP.

A vacina pode ser prescrita por ginecologista e não há necessidade de exame Papanicolau prévio, embora este ainda seja o método mais eficaz para detecção do vírus.
São administradas três doses: a segunda deve ser tomada no mês subsequente à primeira dose, e a terceira, seis meses depois.
Ainda estão sendo feitos estudos para saber se, depois de dez anos, seria necessário um reforço.
Até o momento, um levantamento com mais de 700 mulheres entre 15 e 25 anos, conduzido em 28 centros no Brasil, Canadá e EUA, revelou 100% de eficácia por cerca de seis anos e meio.

Outra vacina eficaz é aquela contra o vírus da hepatite B e C, disponível na rede pública de saúde. Já se sabe que ela diminui a incidência de câncer de fígado em grupos de risco (indivíduos debilitados pelo álcool, portadores de HIV e profissionais de saúde sujeitos a contaminações desse tipo).

3 - CADA PESSOA TERÁ SEUS GENES MAPEADOS

A origem do câncer, na maioria dos casos, se dá por conta de hábitos de vida e fatores externos; há, no entanto, uma porcentagem de casos de origem genética.
Contra isso, a medicina tem uma nova esperança: o mapeamento genético.
O conhecimento sobre como os genes atuam na formação de doenças hereditárias levará a uma mudança da prática médica.
A expectativa da American Cancer Society é a de que, até 2020, as descobertas científicas na área permitirão a manipulação genética para tratamento e prevenção da doença; e, até 2030, o perfil genético do tecido canceroso indicará como o tumor se desenvolverá, qual será a sua resistência ao tratamento e as melhores drogas para combatê-lo.

Hoje, o mapeamento genético já é uma técnica aplicada a pacientes com histórico de câncer na família. Os tumores mais associados são: câncer de mama, cólon, reto, ovário e tireoide. "Identificada a predisposição, são adotadas medidas preventivas, como o uso de medicamentos quimiopreventivos , e mesmo a realização de cirurgias antes que a doença se desenvolva", enumera o coordenador do serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, André Murad.

Os obstáculos à disseminação dessa prática são o alto custo dos testes, cerca de R$ 3 mil, e apenas em casos excepcionais é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS); e a ansiedade gerada pela indicação ao exame.
"Todo paciente ou parente direto submetido a teste genético de predisposição ao câncer deve ser amplamente orientado quanto às suas implicações", esclarece Murad.

4 - TRATAMENTO PERSONALIZADO

A grande dificuldade no combate à doença é que um mesmo tipo de tumor difere de uma pessoa para outra, e mesmo as células de um único câncer podem ser diferentes entre si.
Além disso, duas pessoas com o mesmo tipo de câncer podem responder de formas diversas ao tratamento.
Por último, o câncer é extremamente mutável.
Frequentemente um paciente deixa de responder a uma terapia porque o tumor se tornou resistente à medicação.

A medicina avançou de forma espetacular na compreensão dos mecanismos envolvidos no comportamento das células cancerosas.
Agora é possível traçar o perfil genético de tumores como os de mama e de pulmão.
Essas informações, aliadas à análise genética do próprio paciente, levaram à criação de remédios bastante específicos.
São as drogas que formam as terapias-alvo - as quais costumam ser associadas aos quimioterápicos tradicionais.
Esses medicamentos, também chamados de biológicos, impedem a proliferação das células tumorais sem afetar suas vizinhas saudáveis.
"O tratamento personalizado é, sem dúvida, uma evolução natural e a estratégia terapêutica de maior eficácia num futuro próximo. Dentro de algumas décadas será possível detectar a anormalidade do tumor e prescrever a droga correta", aposta Max Mano.

5 - DIAGNÓSTICOS MAIS PRECISOS

As universidades de Durham, na Inglaterra, e a de Maryland, nos EUA, estão desenvolvendo um exame para detectar o câncer de próstata em apenas três minutos.
O exame, feito a partir de uma amostra de fluido da próstata, mede a queda nos níveis de citrato, molécula que apresenta redução nos primeiros estágios da doença.

Outra novidade é a descoberta de uma enzima responsável pelo alastramento da doença pelo corpo.
Em um estudo publicado na Cancer Cell, pesquisadores ingleses afirmam que a enzima LOX é crucial na evolução da metástase.
Essa enzima envia sinais para preparar a área que será atingida pelas células cancerígenas. Sem esse aviso, o ambiente pode ser muito hostil.
Ao bloquear a "viagem" da enzima pelo corpo, o organismo tem condições de contra-atacar e eliminar as células tumorosas.


Fonte de referência: Revista Viva Saúde

03/11/09

Epilepsia: luzes sobre as sombras!

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Primeiro, a pessoa perde a consciência e cai.
Depois, fica com o corpo totalmente rígido.
Por fim, começa a se debater sem nenhum motivo aparente.
Uma crise epiléptica não dura mais que alguns minutos, mas as suas consequências podem repercutir para sempre.
Ainda hoje, há quem acredite que epilepsia seja sinônimo de insanidade mental. Ou, pior, de possessão demoníaca.
O próprio termo epilepsia, que vem do grego e significa "estar tomado", reforça essa tese.

"Quem já viu uma crise epiléptica fica assustado. E se pergunta: 'Como pode uma pessoa de uma hora para outra perder o controle e se debater daquele jeito?'. É por isso que o preconceito ainda é grande. Muitos assumem que têm diabetes e hipertensão. Mas poucos têm a coragem de dizer publicamente que têm epilepsia. Ainda vivem nas sombras", afirma o neurologista Li Li Min, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Na esperança de retirar os pacientes com epilepsia da escuridão, Li Li Min ajuda a divulgar, no Brasil, a campanha Epilepsia Fora das Sombras, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com a Liga Internacional contra a Epilepsia e o Escritório Internacional para Epilepsia.
O objetivo é melhorar a aceitação, o diagnóstico, o tratamento e os serviços de prevenção contra a epilepsia em todo o mundo.
Tanto que a campanha já conseguiu promover o dia 9 de setembro como dia nacional de conscientização da epilepsia.

"A prevalência da epilepsia é de 1%. Mas, em países em desenvolvimento, como o Brasil, esse número pode chegar a 2%. Por isso mesmo estimamos que, só por aqui, 3 milhões de pessoas tenham alguma forma de epilepsia. Mas, infelizmente, apenas uma pequena parcela da população recebe o tratamento adequado", alerta Li Li Min.

Embora seja uma das mais frequentes, a crise epiléptica descrita no início desta matéria não é a única que existe.
Além do tipo que provoca convulsões (e que corresponde a 50% dos casos), existem outros, mais sutis.
É o caso das crises de ausência, comuns na infância.
Nesse caso, a criança fica como se estivesse "fora do ar" por alguns segundos.
Em outras manifestações, os pacientes podem apresentar espasmos rápidos em um dos braços ou movimentos circulares dos olhos.

COMO DIAGNOSTICAR

O coordenador do departamento de Epilepsia da Academia Brasileira de Neurologia (Abneuro) e presidente da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), Wagner Teixeira, explica que o diagnóstico é essencialmente clínico.
Em outras palavras, a epilepsia não pode ser diagnosticada, por exemplo, por meio de exames laboratoriais.
O que piora a situação é que, na maioria das vezes, o médico precisa se basear no relato de terceiros para formular o diagnóstico.

"O que define essa condição neurológica é a ocorrência de crises epilépticas. Mas é importante ressaltar que essas crises não podem ser desencadeadas por fatores externos óbvios, como febre alta ou consumo de drogas. No caso de crianças pequenas, por exemplo, os pais precisam estar atentos a episódios de perda de interação dos filhos com o ambiente externo, mesmo que seja por um curto período de tempo", avisa Teixeira.

Cerca de 50% dos casos têm início na infância e adolescência.
Mas o que causa a epilepsia?
As respostas são muitas e incluem, entre outras tantas, tumores cerebrais, complicações na hora do parto e até sequelas de meningite.
Em alguns casos, a epilepsia pode até ser prevenida.
É o caso da neurocisticercose, uma infecção do sistema nervoso central causada pelas larvas da Taenia solium, conhecida como solitária.
Medidas simples de higiene, como lavar bem os alimentos antes de ingerí-los, reduzem os riscos da infecção parasitaria.

HÁ RISCO DE SEQUELAS?

Na maioria das vezes, as crises não duram mais do que alguns minutos. De dois a três, no máximo.
"O que as pessoas não sabem é que há pouco ou quase nada a ser feito durante o evento. Recomenda-se apenas que se proteja a cabeça do indivíduo e espere a crise passar. Não se deve, por exemplo, tentar puxar a língua do paciente", aconselha Marcelo Heitor, coordenador da Unidade de Epilepsia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).

O mito de que o paciente pode morrer asfixiado ao engolir a língua é apenas um dos muitos que rondam a epilepsia (veja o quadro Língua que enrola e outros mitos).
A verdade, de fato, é que, se persistir por mais tempo que o habitual, a crise pode causar sequelas irreversíveis.
"Se ultrapassar cinco minutos, é preciso chamar uma ambulância. Nestes casos, aumentam as chances de uma crise envolver risco de vida", alerta Eduardo Faveret, coordenador do Centro de Epilepsia do Hospital Quinta D'Or, no Rio.

Com exceção das crises mais duradouras, nenhuma outra corre o risco de deixar sequelas.
Na maioria das vezes, a pessoa "sai do ar" por alguns segundos, mas logo volta ao normal.
"E continua fazendo o que estava fazendo antes, como se nada tivesse acontecido", tranquiliza Li Li Min.
Nas convulsivas, boa parte dos pacientes relata uma sensação de esgotamento físico e mental.
"Algumas ficam confusas. Outras, sonolentas. O ideal é deixálas descansar", aconselha.

CRISE SOB CONTROLE

Para alívio dos pacientes com epilepsia, os medicamentos anticonvulsivantes controlam as crises em 70% dos casos.
Dos 20 remédios disponíveis no Brasil, pelo menos 5 deles são oferecidos na rede pública de saúde.
"O Brasil apresenta um programa que contempla as mais modernas medicações, algumas consideradas de alto custo e indicadas para aqueles pacientes que não controlam as suas crises com os medicamentos mais convencionais", avalia a neurologista Laura Ferreira Guilhoto, presidente da Associação Brasileira de Epilepsia (ABE).

Na maioria das vezes, os pacientes deixam de apresentar crises epilépticas após o uso continuado da medicação por dois ou três anos.
"Infelizmente, ainda não podemos falar em cura, mas no controle da epilepsia", ressalva Li Li Min.
Mas e os 30% restantes?
Quem responde é Eduardo Faveret: "Esses casos resistentes podem se beneficiar de dietas especiais (cetogênica - rica em gorduras - ou de baixo índice glicêmico), do implante de um estimulador elétrico do nervo vago e, ainda, de tratamento cirúrgico", enumera.

A intervenção cirúrgica costuma alcançar bons resultados em até 80% dos casos.
Mas não é todo paciente, pondera Marcelo Heitor, que tem a indicação.
"Às vezes, não é possível identificar em que parte do cérebro a crise epiléptica é desencadeada.".

Já o autor do site Viva com Epilepsia, Eduardo Caminada Júnior, 37, é usuário do estimulador elétrico do nervo vago desde julho de 2007.
"Depois que fiz o implante, minha vida mudou completamente. O que devemos fazer é estar sempre por dentro de tudo o que acontece e acreditar que existirá sempre uma solução".

Fonte: Revista Viva Saúde

31/10/09

Constipação intestinal em questão

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Tire suas dúvidas sobre a constipação intestinal.

Posso tomar laxantes para ajudar na evacuação?
O uso é indicado somente com prescrição médica.
Com o passar do tempo, o intestino começa a depender do medicamento, o que pode piorar os problemas de prisão de ventre.

Por que as mulheres são mais afetadas?
A maior parte delas tem dificuldade de ir ao banheiro fora de casa e sofre com mudança de rotina, o que faz com que o intestino também sofra.
O ideal é ir ao banheiro sempre que sentir vontade e não se limitar por vergonha.

O intestino é mais preguiçoso em mulheres grávidas?
Sim, os hormônios liberados durante a gravidez impedem a contração muscular do útero, além de afetar os músculos do intestino grosso.
Isso faz com que o peristaltismo (movimento involuntário do intestino para a passagem dos alimentos ao longo do tubo digestivo) fique mais lento, o que agrava os sintomas.

É verdade que o mau funcionamento do intestino afeta o humor da pessoa?
Sim, pois o intestino fabrica parte da serotonina, o neurotransmissor responsável pela sensação de bem estar.
Assim, se o órgão não funciona corretamente, a produção se torna insuficiente o que afeta significadamente o humor.

Quais cuidados a pessoa pode tomar, no seu dia a dia, para prevenir e amenizar o problema?
- É interessante aumentar a ingestão de água para cerca de 2 litros por dia;
- Ingerir alta quantidade de fibras também ajuda no processo digestivo. Tenha sempre em suas refeições, verduras cruas ou cozidas (alface, acelga, espinafre, berinjela), cereais integrais, trigo, aveia, sementes e frutas frescas;
- Praticar atividades físicas;
- Desenvolver uma "rotina evacuatória", ou seja, ir ao banheiro todos os dias no mesmo horário.

Fonte: Revista Viva Saúde

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